quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Consumo de antidepressivos aumentou

Relatório não demonstrou diferenças no uso dos medicamentos entre ricos e pobres

O consumo de antidepressivos aumentou 400% em 20 anos nos Estados Unidos e um em cada dez americanos começa a tomá-los aos 12 anos, revelou ontem (19) um relatório oficial de alcance nacional.

Os antidepressivos são o terceiro medicamento mais prescrito para os americanos de todas as idades e o primeiro entre pessoas entre os 18 e os 44 anos, informaram os autores do relatório, publicado pelos CDC (Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças).

No entanto, dois terços dos americanos que sofrem de depressão grave aparentemente não são tratados, destacou o informe, ressaltando ainda que mais de 8% daqueles que tomaram antidepressivos não têm sintomas da doença.

Este último grupo "poderia incluir aqueles que tomam antidepressivos por outras razões ou cujos sintomas depressivos desapareceram", destacou o documento, baseado em estatísticas entre 2005 e 2008, comparadas com as do período 1988-1994.

Cerca de um terço dos americanos maiores de 12 anos e com "sintomas depressivos graves" foram tratados com antidepressivos, afirmaram os autores do informe.

Os pesquisadores também constataram que as mulheres são duas vezes e meia mais propensas do que os homens a tomarem antidepressivos, independentemente da gravidade da doença.

Os brancos consomem mais antidepressivos do que qualquer outro grupo racial ou étnico nos Estados Unidos, e os maiores de 40 anos tomam mais do que aqueles que têm entre 12 e 39 anos, demonstraram as estatísticas, que confirmaram tendências já demonstradas em outros estudos. Ricos ou pobres, o relatório não demonstrou diferenças no uso de antidepressivos.


Fonte: R7 - AFP

 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Heroína

A heroína foi introduzida no mercado pela Bayer em 1898 como um medicamento, na esperança de que a forma diacetilada da morfina continuasse efetiva contra a tosse, sem os efeitos colaterais da morfina.

É autoadministrada por via intravenosa, porém vem ocorrendo uma gradual mudança na preferência dessa via de administração pela via intranasal e inalatória, ou seja, fumada. Isso provavelmente se deve a duas razões: a primeira, de ordem técnica, pois a heroína inalada oferece vantagens pela rápida liberação da droga no sítio de ação no cérebro sem passar pelo fígado. Além disso, fumar evita frequêntes superdoses, sequelas pelo uso de agulhas, infecções por vírus, etc. A outra razão é de ordem econômica. A DEA (Drug Enfforcement Administration) regristrou um incremento médio na pureza da heroína de 7,1% em 1982 para 27,6% em 1991. Em Nova Iorque aumentou no mesmo período de 3,8% para 48,4% com um decrécimo de custo de U$ o,75 a miligrama.

Devido a sua lipossolubilidade, a heroína é bem absorvida por todas as vias e pelas mucosas, deixando rapidamente a corrente sanguínea e atingindo seu sítio de ação no SNC. Estima-se que 11 segundos são o suficiente para que a heroína alcance seu sítio de ação no cérebro. Assim, o processo de fumar, que libera cerca de 89% de heroína intacta, resulta em efeito reforçador imediato que pode durar vários minutos.

Após a inalação da fumaça, a heroína apresenta um pico de concentração no sangue entre 2 a 5 minutos. Ela aprensenta uma meia vida no sangue extremamente curta, ao redor de 3,3 minutos, passando à morfina que apresenta uma meia vida de 18,8 minutos.

A heroína é talvez a segunda droga mais perigosa que existe sob ponto de vista de sua capacidade em provocar dependência. Atravessa facilmente a BP (barreira placentária), causando dependência nos bebês, que são tratados normalmente com clorpormazina e elixir paregórico (o tratamento pode durar 7 semanas ou mais).

O edema pulmonar é a complicação mais frequente por intoxicação por heroína. Pois a depressão respiratória leva a hipóxia, causando maior permeabilidade capilar e provocando extravasamento de fluído, que resulta finalmente em edema pulmonar (obs. é desconhecido o mecanismo pelo qual a heroína provoca morte).

Morfina

É o principal constituinte do ópio e sua concentração varia de 4 a 21%. É usada parenteralmente para produzir sedação como pré-anestésico, para alívio da dor do enfarto de miocárdio e no tratamento do edema pulmonar agudo. A morfina é o protótipo dos opiáceos.

A morfina é bem absorvida pelas mucosas e soluções de continuidade da pele. As injeções intramuscular e cutânea levam a absorção rápida. Após absorção, a morfina deixa rapidamente a corrente circulatória penetrando nos tecidos e orgãos como: rins, fígado, pulmões, baço, adrenal e tireóide, e em menor extensão nos músculos esqueléticos. Devido a proteção propiciada pela barreira hemato-encefálica, a concentração de morfina no cérebro é bem mais baixa. A morfina, como os outros analgésicos usados pelas gestantes, atravessa a barreira hematoencefálica (BHE) e causa depressão respiratória, miose e sindrome de abstinência em recémnascidos.

Após a absorção a morfina sofre biotransformação no fígado, sob ação do sistema enzimático do retículo endoplasmático. A via mais importante na excreção da morfina renal, sendo que de 54% a 74% é pela urina, de 7 a 10% pelas fezes e 3 a 6% pelo ar expirado.

Quanto à eliminação, a morfina apresenta meia vida de 1,9 a 3,1 horas; 80% é excretada em 6 horas, e quase totalmente em 24 horas.

O glicuronato de 6-morfina é um potente agonista do receptor mi produzindo efeto de 13 a 200 vezes mais potente que a morfina. Isso justifica, de certa forma, a maior sensibilidade de neonatos aos efeitos adversos da morfina, visto que os mesmos não conseguem conjugar a morfina com o ácido glicurônico.

A intoxicação  aguda pela morfina geralmente é resultado de doses clínicas excessivas, superdose acidental em farmacodependentes ou por tentativas suicidas. Por ação direta nos centros respiratórios no tronco cerebral, provoca depressão respiratória, fazendo com que a frequência caia para 2 a 4 vezes por minuto. Ainda por ação no SNC, provoca a hipotenção, liberação do hormônio antidiurético e oligúria. Quanto aos efeitos periféricos, provoca constricção brônquica, devido à liberação de histamina, além de dilatação dos vasos cutâneos com aumento da temperatura e transpiração. A tríade pupilas puntiformes, respiração deprimida e coma é um quadro sugestivo de intoxicação aguda por morfina ou outros opióides.

Na intoxicação crônica pode-se observar irregularidade no ciclo menstrual, com decrécimo do apetite sexual e diminuição da fertilidade, frequência respiratória abaixo do normal, geralmente com aumento da pulsação e temperatura, além dos fenômenos de tolerância e dependência já citados.

domingo, 2 de outubro de 2011

Drogas (toxicologia clínica)

Introdução
O uso da droga é milenar, e na atualidade é um grave problema de saúde pública em todo o mundo.
A toxicologia social é a área da toxicologia que estuda os efeitos nocivos decorrentes do uso não médico e nem terapêutico de fármacos e drogas, causando danos não somente ao indivíduo, mas também a sociedade.

O uso não médico refere-se ao uso de um fármaco prescrito de uma maneira e período diferente da informada na prescrição ou para pessoa cujo o fármaco não devia ser prescrito. É um termo genérico que engloba compostos lícitos e ilícitos e qualquer tipo de exposição, seja um uso ocasional, frequente, nocivo ou compulsivo.

As drogas usadas com fins recreativos são as psicotrópicas ou psicoativas ( alteram o humor, consciência, pensamento, etc.), e são usadas pela recompensa da sensação.

Antigamente as drogas apresentavam um uso religioso. 

O Santo Daime ou Hoasca é uma bebida feita com folhas do cipó "Banisteriopis caapi", (Cipó Banisterina caapi) rico no alcalóide "Harmina" misturado com as folhas da planta conhecida como Folha Rainha "Psicótria Vinilis".Entre os Incas a bebida era chamada de Hoasca que significa, "Vinho dos Deuses" ou "Vinho dos Espíritos".  Entre os índios brasileiros ela é conhecida como “Caapi”.

HOASCA era uma bebida secreta, tomada somente pelos membros da família real inca e pelos sacerdotes. Na época da  colonização espanhola existia dois príncipes; o Príncipe Ataulpam que se entregou aos espanhóis e o Príncipe Ayahuasca, que resistiu e acabou fugindo com alguns seguidores para a floresta amazônica. De onde passou disseminar o uso da bebida para os índios do Peru e  Bolívia. O Xamã ou pajé que fabricava a beberagem ficou conhecido como Ayuasqueiro, palavra derivada do Príncipe Ayahuasca.

Inicialmente Santo Daime era o nome da doutrina fundada pelo Seringueiro Raimundo Irineu Serra, um maranhense que residia no Acre. Formada pela mistura do sincretismo com cristianismo, espiritismo e cultos afro-brasileiros. Esta seita baseava-se na beberagem do Hoasca. Com o passar do tempo esta bebida acabou ficando conhecido como Santo Daime.

A beberagem apesar de ser um alucinógeno, não é considerada oficialmente como tal, pois não esta incluída na lista de psicotrópicos do Ministério da Saúde. Portanto não é crime sua utilização. Apesar de que as autoridades aconselhem seu uso restrito e fechado, em círculos e atividades de cunhos religiosos. Alguns médicos e terapeutas utilizam a beberagem como auxilio no tratamento de alcoolismo e dependentes de drogas.

No Rio de Janeiro esta seita tem uma ramificação chamada de "A Barquina".

As plantas utilizadas na preparação do Santo Daime são fáceis de serem achadas na floresta equatorial do acre, amazonas, Rondônia. E se adaptam muito bem ao clima do Rio de Janeiro e a zona costeira de São Paulo. Para seu plantio, basta o clima ser quente é úmido.

Efeitos colaterais; se a pessoa tem depressão, estado emocional abalado, é propensa a ser esquizofrênica... o caso se complica, pois já foi registrado surtos de esquizofrenia, e depressão profunda durante as sessões com beberagem.

A beberagem altera o estado de consciência,  dando a sensação de se estar sonhando acordado. Por este motivo nas sessões, as pessoas são guiadas e controladas pelo mestre da cerimônia. Ela tem o poder de aumenta a criatividade e a intuição, a veia artista pode aflora durante as sessões, as pessoas ficam inspiradas a compor músicas, poemas, histórias de ficção, e até em alguns casos , tem revelações sobre o futuro.

Definção

Droga é qualquer substância química capaz de modificar as funções dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento. 
Psicotrópico significa atração pelo psiquísmo. 

Classificação:
De acordo com a: 
Atividade que exerce junto ao nosso cérebro: Depressores; Estimulantes; Perturbadores;
Efeito: Ocasional; Leve; Pesado;
Legislação: Lícitas e Ilíticas. 

Normalmente usa-se essa terminologia drogas de abuso para compostos ilícitos; no entanto, deve-se atentar que também as drogas e os farmácos lícitos (etanol, cafeína e tabaco) estão incluidos nessa classificação.A terminologia "Alcool e drogas", como são referidos muitas vezes, não é adequada, pois faz uma distinção entre substâncias lícitas e ilícitas; porém, ambas comportilham aa propriedade de induzir a dependência. Os termos psicotrópicos e substâncias psicoativas, etimologicamente significam que agem no SNC. No entanto, o ácido acetilsalicílico e os fenotiazínicos também agem nesse sistema e não são considerados farmácos de abuso. A característica comum a essas substâncias, ou seja, o que as diferenciam de outras eque justifica sua classificação em um grupo específico é o fato de todas apresentarem um potencial pra induzir dependência. 
Potêncial de abuso: é o poder que algumas drogas possuem de desencadear no indivíduo a autoadministração repetida, que geralmente resulta em tolerância, síndrome de abstinência e comportamento compulsivo de consumo. 

Certas características parecem ser comuns a todas as drogas que levam ao abuso.
• O desejo é similar para todas as que produzem dependência, embora diferentes grupos de drogas tenham diferenças no efeito fisiológico e comportamental.
• Fatores ambientais influenciam não somente o efeito agudo da droga, mas também a probabilidade de eventual dependência, bem como a sua recaída.
• Há uma predisposição genética para a dependência.
• Na contínua exposição à droga, o desejo de consumi-Ia aumenta, embora, em muitos casos, a capacidade da droga em produzir euforia apresente uma gradativa diminuição.
• Para muitas drogas, o desejo não ocorre durante a síndrome de abstinência, mas quando o efeito máximo da droga começa a declinar.

Pesquisadores demonstraram que diferentes classes de drogas psicoestimulantes e o abuso de drogas levam a um aumento da concentração extracelular de dopamina no núcleo accumbens, incluindo as drogas: cocaína, anfetamina, opiáceos, álcool, cafeína, barbitúrico e nicotina. Por outro lado, o stress – principalmente o crônico – contribui com a liberação intensa de glicocorticóides, que são conhecidos por aumentarem a sensibilidade do núcleo accumbens ao abuso de drogas, porque facilita a liberação da dopamina nesse núcleo.

Uso: uso de qualquer droga (substância);
Abuso: uso de uma droga ou farmaco, geralmente por altoadministração, de uma maneira que se desvie dos padrões mpedicos e socioculturais, "uso com problema noscivo".
Dependência: Síndrome comportamental, perda de controle (compulsão) sobre o uso da droga mesmo com grandes prejuízos individuais e sociais. Considerada uma doença crônica, incurável e sujeira a recaída mesmo após a abstinência, a síndrome de abstinência não é absoluta (apresenta diferenças quantitativas e qualitativas).
A síndrome de abstinência e tolerância tem uma variação de droga pra droga.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

DIU pode reduzir em cerca de 50% o risco de câncer de colo de útero, segundo artigo publicado no The Lancet Oncology


A utilização de um dispositivo contraceptivo intra-uterino (DIU) pode proteger contra o risco de desenvolver câncer cervical, embora não proteja contra a infecção cervical pelo papilomavírus humano (HPV), de acordo com estudo realizado pelo Instituto Catalão de Oncologia, na Espanha, publicado pelo The Lancet Oncology.
Uma análise combinada de 26 estudos epidemiológicos mostrou que o uso de dispositivo intra-uterino (DIU) pode reduzir o risco de desenvolver câncer cervical em cerca de 50%, mas não protege contra a infecção pelo vírus HPV.
Foi realizada uma análise combinada de dados individuais a partir de dois grandes estudos da International Agency for Research on Cancer e do Institut Català d'Oncologia – Barcelona, na Espanha. Um estudo incluiu dados de dez estudos caso-controle de câncer cervical feito em oito países e os outros dados incluídos vieram de 16 estudos de prevalência de HPV em mulheres da população geral em 14 países. Um total de 2.205 mulheres com câncer de colo do útero e 2.214 mulheres no grupo controle que não tinham câncer cervical foram incluídas a partir dos estudos de caso-controle e 15.272 mulheres saudáveis a partir de pesquisa com o HPV. Informações sobre o uso do DIU foram obtidas por entrevista pessoal. O HPV foi testado pela técnica de PCR.
Após o ajuste para covariáveis relevantes, foi encontrada uma forte associação inversa entre o uso de DIU e o câncer cervical, em relação aos tipos mais comuns do tumor – redução de probabilidade de desenvolvimento de carcinoma de células escamosas em 44% e adenocarcinoma ou carcinoma adenoescamoso em 54%. O DIU não afetou o risco de infecção pelo HIV. O período de tempo que as mulheres usavam o DIU não alterou significativamente o risco, uma vez que o risco foi reduzido quase pela metade no primeiro ano de utilização e o efeito protetor permaneceu significativamente o mesmo após 10 anos de uso do dispositivo.
Os dados sugerem que o uso de DIU pode agir como um cofator de proteção na carcinogênese cervical. Os cientistas, liderados pelo pesquisador Xavier Castellsague, acreditam que no processo de inserção ou remoção deste dispositivo as células pré-cancerosas possam ser destruídas ou que haja uma inflamação responsável por provocar aumento da imunidade celular. Estes podem ser alguns dos vários mecanismos que poderiam explicar os achados.
Fonte: The Lancet Oncology

Naproxeno e ibuprofeno são mais seguros em relação aos riscos cardiovasculares dos anti-inflamatórios, publicado pela revista PLoS Medicine

Ensaios clínicos randomizados têm destacado os riscos cardiovasculares do uso de anti-inflamatórios não hormonais (AINHs) em doses elevadas. O presente estudo, publicado pela revista PLoS Medicine, fornece estimativas de risco dos AINHs em doses individuais típicas em ambientes comunitários.
Uma revisão sistemática foi realizada envolvendo estudos observacionais controlados e realizados na comunidade. Os principais eventos cardiovasculares associados ao uso individual de AINHs, em diferentes doses e em populações de baixo e de alto risco para desenvolver eventos cardiovasculares, foram avaliados. Alguns pares de drogas foram comparados nas análises. Trinta estudos caso-controle incluindo 184.946 eventos cardiovasculares e 21 estudos de coorte descreveram os resultados observados em mais de 2,7 milhões de indivíduos expostos. Dos medicamentos amplamente estudados (dez ou mais estudos), os maiores riscos observados foram com o rofecoxibe e com o diclofenaco. Os menores riscos foram encontrados com o uso de ibuprofeno e naproxeno. Dos medicamentos menos estudados, o etoricoxibe, o etodolac e a indometacina tiveram os maiores riscos. Nas comparações por pares de medicamentos, o etoricoxib teve um risco relativo maior do que o ibuprofeno. O naproxeno apresentou risco significativamente menor do que o ibuprofeno.
Esta revisão sugere que, entre os AINHs amplamente utilizados, o naproxeno e o ibuprofeno em baixas doses são menos prováveis de aumentar o risco cardiovascular. O diclofenaco nas doses disponíveis para compra sem prescrição médica eleva o risco. Os dados para o etoricoxib foram escassos, mas em pares de comparações essa droga tinha um risco relativo significativamente maior do que o do naproxeno ou do ibuprofeno. A indometacina é uma droga mais antiga, mais tóxica e as evidências sobre o risco cardiovascular lançam dúvidas sobre seu uso clínico continuado.
Fonte: PLoS Medicine

Victoza (liraglutida): Anvisa esclarece sobre as indicações do medicamento

A Diretoria Colegiada da Anvisa faz esclarecimentos para veículos de imprensa e para instituições ligadas à saúde (como o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Federal de Farmácia) sobre as indicações do medicamento Victoza (liraglutida), e afirma que a medicação é indicada para o tratamento de diabetes tipo 2 e não deve ser usada para emagrecimento.
Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que o Victoza é um produto “biológico”. Ou seja, trata-se de uma molécula de alta complexidade, de uso injetável, contendo a substância liraglutida. O medicamento, fabricado pelo laboratório Novo Nordisk, foi aprovado pela Anvisa para comercialização no Brasil em março de 2010, com a finalidade de uso específico no tratamento de diabetes tipo 2. Portanto, seu uso não é indicado para emagrecimento.
A indicação de uso do medicamento aprovada pela Anvisa é como “adjuvante da dieta e atividade física para atingir o controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, para administração uma vez ao dia como monoterapia ou como tratamento combinado com um ou mais antidiabéticos orais (metformina, sulfoniluréias ou uma tiazollidinediona), quando o tratamento anterior não proporciona um controle glicêmico adequado”.
A agência ainda esclarece que trata-se de um medicamento “biológico novo” e, embora pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos, que nesses casos devem ser informados ao médico.
Em estudos clínicos e nos relatórios apresentados à Anvisa foram relatados eventos adversos associados ao Victoza (liraglutida), sendo os mais frequentes: hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarreia. Além destes eventos destacam-se outros riscos, tais como: pancreatite, desidratação e alteração da função renal e distúrbios da tireoide, como nódulos e casos de urticária.
Outra questão de risco associada aos produtos biológicos são as reações de imunogenicidade, que podem variar desde alergia e anafilaxia até efeitos inesperados mais graves. No caso da liraglutida, a mesma apresentou um perfil de imunogenicidade aceitável para a indicação como antidiabético.
Para o caso de inclusão de novas indicações terapêuticas deve-se apresentar estudo clínico Fase III comprovando a eficácia e segurança desta nova indicação.

Fonte: ANVISA