terça-feira, 5 de maio de 2015

Ecotoxicologia

INTRODUÇÃO
O mundo busca por perspectivas de modificações no âmbito dos ecossistemas e suas interações, pois é conhecido a necessidade de desenvolvimento sustentável e de práticas de produção denominadas “práticas verdes”, que resultem em menos resíduos ou desperdícios. As práticas industriais visam a fabricação de produtos de maneiras menos agressivas para o meio ambiente.
A sustentabilidade ganha destaque a partir da década de 1980 com o Relatório de Brundtland (ONU, 1987), onde a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento possui uma visão crítica sobre o modelo de desenvolvimento utilizado pelas indústrias, ressaltando assim um risco grande sobre o uso excessivo dos recursos naturais sem levar em conta o ecossistema. Outro fator importantíssimo é o rápido crescimento populacional que acabou gerando uma grande dependência humana de energia fóssil, o que agride e muito o meio ambiente de tal forma que os impactos causados por ações antrópicas ao longo dos anos são praticamente irremediáveis na atualidade. O meio ambiente necessita que possamos começar a criar ou adotar boas práticas para atender as necessidades de uma forma sustentável, uma boa prática que pode ser discutida é a inclusão digital, que já é corrente em diversos países, pois equipamentos que ao invés de serem descartados, são repassados e reaproveitados, prolongando o tempo de uso do equipamento e ajudando não só o meio ambiente, mas também ajudando a sociedade. A sustentabilidade também faz uma comparação contextual ecológica de um passado, presente e futuro. O primeiro serve como parâmetros de sustentabilidade, enquanto que o último requer a definição do estado desejável na sociedade no futuro. Experiências políticas passadas, que tentaram impor às gerações presentes os sacrifícios necessários para construir o futuro revelam o relacionamento conflituoso e complexo subjacente a um problema aparentemente simples conceitual ou taxonômico. Enquanto as práticas dominantes na sociedade seja ela política, econômica e cultural, que são determinadas pelas elites de poder, essas mesmas elites são também as principais referências para a produção e disseminação de ideias, valores e representações coletivas (PEREIRA et al, 2013).
A ecotoxicologia pode ser definida como a caracterização, entendimento e prognóstico dos efeitos deletérios de produtos químicos ou misturas de substâncias de origem antropogênicas, produzidos pelo ser humano no meio ambiente.
A ecotoxicologia é o estudo dos efeitos tóxicos de substâncias químicas e efluentes industriais em uma população, na comunidade e também no ecossistema, bem como das medidas necessárias para prever, conter ou tratar danos causados.
Dentre as classes dos poluentes de origem antropogênica mais comuns, podem destacar-se os agrotóxicos, herbicidas, inseticidas, fungicidas, entre outros.
Para análise do efeito e determinação de seus mecanismos de ação, do risco e das prevenções necessárias, e gerenciamento de poluentes, além do entendimento da toxicologia sobre os diferentes níveis organizacionais da ecologia.
O termo ecotoxicologia compreende, ainda, o estudo da influência de fatores bióticos e abióticos sobre as respostas aos poluentes.
Bióticos: incluem os tipos de organismos vivos e  suas características intrínsecas (tamanho, fase de desenvolvimento, sazonalidade, estado nutricional, entre outros) e da biotransformações decorrentes.
Abióticos: correspondem as características do ambiente (ar, água, e ambiente) como temperatura, pH, oxigenação, além das transformações físico-químicas.

DISTRIBUIÇÃO, BIOACUMULAÇÃO E BIOMAGNIFICAÇÃO DE POLUENTES NO MEIO AMBIENTE 
O termo distribuição (em ecotoxicologia) refere-se ao local onde se encontra determinado poluente, uma mistura de poluentes, bem como seus derivados ou produtos de biotransformação, o que inclui o ambiente externo e os organismos. Também se considera, no termo distribuição, a localização final de uma substância em um organismo após sua dispersão no meio.
O termo bioacumulação, por sua vez, é geral e relacionado ao maior acúmulo, em relação a eliminação da substância tóxica. O processo de acumulação está diretamente relacionado a via em que as substâncias usam para serem absorvidas.
O processo de absorção é que define se um organismo vai apresentar concentração mais alta de um composto do que o meio onde se encontra.
A bioacumulação depende da velocidade da absorção, da via de absorção e da velocidade em que a substância é eliminada.
Como regra geral, quanto maior for a hidrofobicidade de uma substância, maior serão sua capacidade em se bioacumular.
Outro ponto para correlacionar a bioacumulação de um composto é pelo Koctanol/água. Quando maior o Ko/a indica alta hidrofobicidade e também sugere alta capacidade de se bioacumular.
A bioacumulação pode acontecer de forma direta, pelo ambiente que envolve os organismos, ou ainda, indiretamente, pela alimentação.

A biomagnificação, por sua vez, é o acúmulo de um poluente e/ou seus derivados, nos diferentes níveis tróficos, pela transferência via organismos menores, que são fontes de alimentos para organismos maiores. Geralmente envolve uma sequência de etapas de bioacumulação que ocorrem na cadeia alimentar, resultando no aumento da concentração de um poluentes em organismos do topo da cadeira (ou topo do nível trófico). 

MECANISMOS DE BIOTRANSFORMAÇÃO E DEGRADAÇÃO MOLECULAR DE POLUENTES
A biotransformação de poluentes utiliza também enzimas específicas presentes nas mais variadas espécies, para a conversão desses metabólitos em produtos de biotransformação. 
A metabolização dos compostos xenobióticos ocorre em três fases: as fases I e II correspondem a biotransformação desses compostos e a fase III corresponde à excreção dos produtos resultantes da biotransformação (VAN DER OOST, BAYER, VERMEULEN, 2003).
Se um composto tóxico é rapidamente metabolizado, resultando em moléculas não tóxicas no ambiente, provavelmente o composto não apresentará riscos expressivos a um ecossistema. Porém, se os metabólitos formados forem mais tóxicos que o precursor, a compreensão do processo metabólico de biotransformação, em seus vários estágios, é essencial para a avaliação de risco e remediação do ambiente. 

RESPOSTAS BIOQUÍMICAS E FISIOLÓGICAS DE ORGANISMOS EXPOSTOS A POLUENTES E SEUS EFEITOS NAS POPULAÇÕES, COMUNIDADES E ECOSSISTEMAS
As estratégias adaptativas que conferem resistência aos organismos frente as adversidades do ambiente. A capacidade intrínseca de percepção, sinalização e resposta às variáveis ambientais é uma característica comum a todos os organismos, importante na manutenção de seus processos vitais durante as situações de estresse ambiental. 
Os organismos respondem ao estresse induzido por poluentes para se protegerem, ou seja, prevenindo ou diminuindo a interação dos componentes celulares, ou ainda recuperando-se de danos já causados. 
As células constituem o sítio primário de interação entre os poluentes e os sistemas biológicos. 
São preditivos para análise da relação entre exposição, efeitos primários e consequências ecológicas, bem como sobre mudanças provocadas quando acionadas os mecanismos de proteção celular, e os possíveis mecanismos de ação, que é fundamental na extrapolação e predição de outros efeitos. 
Algumas respostas celulares facilitam a identificação de uma toxicidade específica. Essas alterações genéticas podem gerar mudanças ecológicas. Uma dessas mudanças são alterações disparadas por poluentes ambientais, denominada "microevolução devido a poluição", podendo ser observado no decorrer de algumas gerações. 
Essas mudanças ocorrem mediante danos genéticos diretos ou indiretos. Sendo eles: 
I) Danos diretos: estão relacionados ao dano que a substância exerce sobre o código genético (mutações puntuais, rearranjos, depleções, etc).
II) Danos indiretos: são resultados de alterações na variabilidade genética de uma população, induzido por poluição. 
Na busca por evitar danos maiores, as células possuem mecanismos de defesa e reparo. Os processos incluem respostas celulares de longo e curto prazos, dentro de limites geneticamente estabelecidos, que envolvem reorganização de vias bioquímicas e ativação de proteínas de defesa. 
Essa capacidade de adaptação bioquímica é, portanto, uma importante propriedade encontrada em todos os seres vivos, e é responsável pela ampliação dos seus limites de resistência as adversidades do meio. 
O fato de alterações na estrutura celular e fisiologia resultarem ou não em efeitos tóxicos dependerá de vários parâmetros, como respostas adaptativas envolvidas. As mudanças celulares provocadas ingluenciam em parâmetros populacionais importantes, como seu crescimento, desenvolvimento, reprodução e saúde. 
A toxicidade dos poluentes varia em  função do tempo e de suas concentrações, podendo ser dividida em efeitos agudos e crônicos: 
I) Efeitos agudos: causados por rápidas exposições e altas concentrações de poluentes. São efeitos mais perigosos, podendo causar graves desordens fisiológicas até a morte por envenenamento. 
II) Efeitos crônicos: estão relacionados com a exposição prolongada de concentrações baicas, o que resulta em efeitos por acumulação, são os principais focos de estudos em ecotoxicologia. 
A ação das substâncias tóxicas é condicionada a vários fatores ecológicos, instrínsecos e extrínsecos, peculiares a cada sistema ecológico:
I)Fatores intrínsecos: referem-se as características da espécie estudada, como sua genética, estado fisiológico, ciclo de vida, entre outros. 
II) Fatores extrínsecos: referem-se aos fatores ambientais (temperatura, pH, salinidade, dureza da água, características físico-químicas do solo, entre outros).
Esses fatores podem modificar quimicamente as substâncias tóxicas, tornando-as mais ou menos tóxicas, afetando sua disponibilidade e alterando a tolerância dos organismos ao mesmo. 

AVALIAÇAO DE RISCO ECOTOXICOLÓGICO
Um dos objetivos desse teste é fornecer dados científicos que possam ser utilizados para a avaliação do risco da presença de substâncias químicas no meio ambiente e na dinâmica populacional, assim como estabelecer limites de segurança nos mais diversos ecossistemas, pela comparação de substâncias e predição dos efeitos ambientais. 
O Risco Ecotoxicológico pode ser expresso de várias maneiras. Enquanto algumas avaliações provêm uma estimativa probabilística de efeitos adversos e exposição a certos elementos, outras podem ser deterministas ou nivelar qualitativamente através de coletas. Nestes casos, a probabilidade de efeitos adversos é expressa através de comparações semiquantitativas ou qualitativas de efeitos a exposição.

BIOMARCADORES DE AMBIENTES POLUÍDOS
Como o estudo ecotoxicológico apresenta uma complexidade a nível de ecossistema, o monitoramento e avaliação do risco dos ambientes impactados não podem ser baseados exclusicamente em análises químicas de amostras ambientais. Desta forma, para avaliar os impactos dos poluentes na qualidade ambiental é pertinente que sejam mensurados os efeitos que estas substâncias causam nos organismos vivos destes ecossistemas. Nesse contexto, um grupo apropriado para respostas biológicas são os biomarcadores. 
Os biomarcadores produzem uma resposta biológica a um ou mais compostos químicos que fornecem dados sobre exposição e, algumas vezes, sobre efeitos tóxicos em nível de suborganismos ou organismos. 
O uso de biomarcadores medidos ao nível celular ou molecular tem sido proposto como uma ferramenta sensível de alerta para os efeitos biológicos medidos em avaliações de qualidade ambiental. Uma das características mais importantes dos biomarcadores é que sia avaliação antecipa mudanças nos altos níveis de organização biológica, isto é, população, comunidade ou ecossistema. Outra característica importante dos biomarcadores é que estes podem detectar os efeitos tóxicos mediante exposição dos compostos tóxicos e seus metabólitos, que em alguns casos são rapidamente metabolizados e eliminados do organismo, como os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) e os organofosforados (OPs). 
É importante que a escolha do biomarcador seja realizada com cuidado, sendo realizada de acordo com a espécie mais apropriada indicadora da qualidade do ambiente em estudo. Valendo ressaltar que o uso de biomarcadores no monitoramento ambiental exige um profundo conhecimento das funções biológicas dos organismos utilizados. Além de identificar todas as possíveis variações que possam influenciar essas respostas, para padronizar o processo analítico. Avaliar a influência exercida pelas variações naturais causadas por fatores intrínsecos e extrínsecos, para diferenciar os efeitos da poluição da influência de outros fatores ambientais e das variações fisiológicas sazonais normais de um possível biomarcador. 

GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS TÓXICOS 
Os resíduos tóxicos podem ser considerados como um subgrupo de resíduos perigosos. Sendo analisados de acordo com os riscos potenciais à saúde pública e ao meio ambiente, para que possam ser gerenciados adequadamente. São classificados como perigosos e não perigosos. 
A classificação de um resíduo como tóxico, segundo as normas da ABNT 10004, se dá em função de parâmetros como: 
 –     Ensaios de lixiviação;
–     Natureza e concentração AT;
–     Potencial de migração para o meio ambiente;
–     Persistência e potencial de degradação para constituintes não perigosos;
–     Potencial  de bioacumulação ou do produto de degradação;
–     Efeitos nocivos pela presença de agente teratogênico, mutagênico, carcinogênico ou ecotóxico;
–     DL50 ou CL50 em cobaias.

Essas atividades de gerenciamento de resíduos, a NBR 10.004 é uma ferramenta imprescindível, sendo aplicada por instituições e órgãos fiscalizadores. A partir da classificação estipulada pela Norma, o gerador de um resíduo pode facilmente identificar o potencial de risco do mesmo, bem como identificar as melhores alternativas para destinação final e/ou reciclagem. Esta nova versão classifica os resíduos em três classes distintas: classe I (perigosos), classe II (não-inertes) e classe III (inertes).
Classe 1 - Resíduos perigosos: são aqueles que apresentam riscos à saúde pública e ao meio ambiente, exigindo tratamento e disposição especiais em função de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.
Classe 2 - Resíduos não-inertes: são os resíduos que não apresentam periculosidade, porém não são inertes; podem ter propriedades tais como: combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água. São basicamente os resíduos com as características do lixo doméstico.
Classe 3 - Resíduos inertes: são aqueles que, ao serem submetidos aos testes de solubilização (NBR-10.007 da ABNT), não têm nenhum de seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água. Isto significa que a água permanecerá potável quando em contato com o resíduo. Muitos destes resíduos são recicláveis. Estes resíduos não se degradam ou não se decompõem quando dispostos no solo (se degradam muito lentamente). Estão nesta classificação, por exemplo, os entulhos de demolição, pedras e areias retirados de escavações. O quadro 1 mostra a origem, classes e responsável pelos resíduos.
REMEDIAÇÃO E BIORREMEDIAÇÃO
A disposição inadequada de resíduos domésticos e industriais, principalmente resíduos perigosos, implica na contaminação do solo, do ar e dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, sendo necessário, assim, a providência de medidas de remediação. 
As tecnologias de remediação pertencem a três categorias: retenção e imobilização, mobilização e destruição. 
A biorremediação é realizada mediante utilização de seres vivos ou  de seus  componentes na eliminação ou redução  de poluentes no ambiente. Geralmente são processos que empregam microrganismos ou suas enzimas para degradar compostos poluentes. 



domingo, 4 de maio de 2014

Modelando e finalizando - Maio


Maio, tradicionalmente o mês das noivas, chegou. Uma época que pede penteados elaborados. Fora os casamentos, as festas em geral exigem looks intactos por horas a fio. E, sim, isto é possível. Selecionei produtos indispensáveis para os profissionais modelarem os fios e evitarem o frizz.  Anote e APOSTE!


1 – Spray Oil Mix, Nuno Cosméticos. Formulado com um mix de óleos nutritivos, como os de ojon, macadâmia e cálamo, o produto é um finalizador que pode ser aplicado em cabelos secos, do comprimento às pontas.   (Preço médio de r$ 28,50)

2 – Selante Reparador, Maxiline. Combate as pontas duplas e sela cutículas capilares. O produto possui ação condicionante e silicontes especiais em sua fórmula, que blindam os fios das agressões térmicas. (preço R$ 32,90)



3 – Pomada Antifrizz, Mutari. Com lanolina e manteiga de karité, o produto tem ação antifrizz para alinhar os fios esvoaçantes. O uso é indicado após a chapinha, para manter os cabelos no lugar. (Preço Médio: R$ 35,00)


4 – Mousse Modelador Power Fix, Sachê Professional. Desenvolvido para modelar e dar volume aos cabelos, fixando os fios ao mesmo tempo em que proporciona brilho e cuidados especiais, o produto permite a estilização de qualquer penteado, tanto em cabelos lisos quanto em cacheados.(Preço Médio: R$ 43,00)
5 - Spray Finalizador Diamante, Mutari: Com diamante em pó em sua fórmula, é ideal para garantir brilho e glamour aos penteados. O produto possui silicones especiais que formam uma película protetora em volta dos fios, além de proporcionar brilho intenso, revitalizar as madeixas e alinhar as pontas duplas. Preço Médio: R$ 38,16




A linha de tratamento capilar C. Kamura desenvolveu o Dust it – pó finalizador de textura leve e seca.





Os finalizadores são fundamentais na hora de qualquer penteado e por isso, a linha de tratamento capilar C. Kamura desenvolveu o Dust it – pó finalizador de textura leve e seca, que dá corpo e volume aos cabelos, com máxima fixação e efeito mate (fios sem aspecto oleoso).

O novo produto é indicado para estilizar os fios, deixando-os encorpados e modelados, além de mascarar a oleosidade excessiva. Para utilizá-lo, basta agitar bem o frasco e aplicar uma pequena quantidade de pó modelador diretamente nos fios secos na área que deseja estilizar, espalhar com as pontas dos dedos e criar o penteado desejado.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Eficácia e segurança da linagliptina em comparação à glimepirida em diabéticos tipo 2 inadequadamente controlados com metformina foram demonstradas em estudo divulgado pelo The Lancet


A adição de uma sulfonilureia à metformina melhora o controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2, mas está associada àhipoglicemia e ao ganho de peso. O objetivo do ensaio clínico de não-inferioridade, randomizado, duplo-cego, foi comparar um inibidor da dipeptidil peptidase-4 (linagliptina) à uma sulfonilureia comumente usada (glimepirida) em pacientes com diabetes tipo 2inadequadamente controlados com a metformina. O presente estudo mostrou dois anos de eficácia e segurança da linagliptina em comparação à glimepirida.
Pacientes com diabetes tipo 2 e hemoglobina glicosilada A1c (HbA1c) variando entre 6,5 a 10%, em uso estável de monoterapia com metformina ou metformina associada a outro antidiabético oral (retirado durante a triagem clínica), foram distribuídos aleatoriamente para receber linagliptina (5 mg) ou glimepirida (1-4 mg), por via oral, uma vez ao dia. O desfecho primário foi a mudança na HbA1c basal em relação à 104° semana de tratamento no estudo.
Um total de 777 pacientes foi aleatoriamente designado para o uso de linagliptina e 775 para o uso de glimepirida. Na análise do desfecho primário foram incluídos 764 pacientes do primeiro grupo e 755 do segundo. A redução média da HbA1c basal foi semelhante em ambos os grupos, usando linagliptina ou glimepirida. Menor número de participantes apresentou hipoglicemia ouhipoglicemia grave quando em uso de linagliptina em comparação ao uso de glimepirida. A linagliptina foi significativamente associada a menos eventos cardiovasculares.
Os resultados deste estudo de longo prazo colaboram para as evidências clínicas e bases de eficácia comparativa para as opções de tratamento disponíveis para pacientes com diabetes mellitus tipo 2. As descobertas podem melhorar a tomada de decisão para o tratamento clínico, quando a metformina por si só não for suficiente para o controle glicêmico.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Glicocorticoides

Os glicocorticóides são definidos como agentes esteroides possuindo ação antiinflamatória e imunossupressora, que podem ser utilizados em inúmeras doenças na prática médica diária.
O glicocorticoide em seres humanos é o cortisol, o qual é usado como referência padrão. Os maiores níveis ocorrem durante o sono antes de acordar, e os menores níveis à noite, antes do inicio do sono.
O cortisol é secretado intermitentemente através do dia por períodos que duram somente uns poucos minutos. Entre estes pulsos de secreção, o córtex adrenal pode não secretar qualquer cortisol por minuto a horas. A maior parte do cortisol (75%) é transportada no sangue por uma globulina ligadora do cortisl (CBG); 15% é ligado à albumina e os restantes 10% são de cortisol livre.
Algumas situações como a gravidez, uso de pílula anticoncepcional ou tratamento com estrógeno estimulam a produção de CBG pelo fígado, resultando em altas concentrações plasmáticas de cortisol sem hipercorticalismo funcional.
O cortisol é metabolizado no fígado, sendo que apenas 1% do cortisol é excretado na urina na forma ativa.
Através da introdução de um grupo metila, hidroxila, ou flúor na posição 9 alfa da cortisona pode-se produzir por meios sintéticos corticoides com diferentes potências anti-inflamatórias e retentoras de sódio.
Devido ao maior uso do corticoide pra doenças, foi conveniente produzir corticosteroides com grande potência anti-inflamatória e menor atividade mineralocorticoide.


Principais efeitos do corticoide: 

Metabolismo dos carboidratos: Os corticosteroides produzem uma tendência à huperglicemia principalmente devido ao aumento da gliconeogênese hepática e antagonismo periférico à ação da insulina resultando no músculo e tecido gorduroso.
Classicamente os glicocorticoides podem induzir o aparecimento de diabetes, que é considerado moderado, estável, usualmente sem cetose, relacionado com a dose e a duração da administração. O diabetes na maioria das vezes é reversível com a parada da administração do corticoide, embora os indivíduos com predisposição genética possam permanecer diabéticos.
Metabolismo protéico: O corticoide produz redução da massa muscular por inibição da síntese protéica e aumento do catabolismo com balanço nitrogenado negativo.
Metabolismo lipídico: Terapêutica com altas doses de corticoide podem provocar aumento de VLDL e LDL.
Efeitos no crescimento: Crianças que recebem excesso de corticosteroide exibem atraso no crescimento. Isto ocorre por efeito direto no esqueleto, diminuição da absorção de cálcio no intestino e efeito antianabólico e catabólico nas proteínas dos tecidos periféricos. Além disso, os corticoides interferem com a secreção de GH e podem antagonizar diretamente algumas de suas ações periféricas.
Efeito no metabolismo da água: Os corticosteroides promovem aumento da reabsorção de sódio e excreção de potássio pelo rim. Altas doses por tempo prolongado podem produzir alcalose metabólica hipocalêmica. Aumentam o “clearance” de água livre devido a um efeito direto no túbulo renal e a um aumento da taca de filtração glomerular. Os corticoides podem também inibir a secreção de hormônio antidiurético (ADH), mas não se sabe se diretamente ou por algum mecanismo indireto.
Efeito no metabolismo de Cálcio: Os corticosteroides são potentes agentes antiinflamatórios e isto se deve principalmente ao efeito de estabilização na membrana do lisossomo, inibição da formação de cininas que causam vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e dor (as cininas tem origem a partir do cininogênio por ação da enzima calicreína.), os corticoides parecem atuar inibindo a calicreína, inibem a proliferação de fibroblastos e reduzem a produção de colágeno.
Efeito corticoide no Eixo hipotálamo – pituitária- Adrenal (HPA): A duração da inibição do eixo HPA depende da preparação do esteroide usado, da dose administrada, do tempo de ingestão e se o corticoide é dado em uma ou duas doses diárias.
Há uma correlação direta entre a potência anti-inflamatória e o grau de inibição produzido pelo esteroide. Neste sentido, o poder de inibição do eixo HPA segua a sequencia: Dexametasona > prednisona > hidrocortisona.
A administração de doses terapêuticas de glicocorticoides leva à atrofia adrenocortical dentro de uma semana. A dose supressora do ACTH é qualquer dose maior do que a quantidade de secreção diária normal de cortial (30 mg/dia) que é o equivalente a 7,5 mg de prednisona. Se esta dose de corticoide é dada VO ou EV, a supressão do ACTH dura somente algumas horas porque o cortisol é rapidamente metabolizado. Se no entanto esta mesma dose é feita intra-articular e ocorre liberação lenta do hormônio, a supressão pode durar muitos dias.
A supressão do eixo HPA é maior quando além da dose da manhã o paciente fez uso de uma dosa à noite, que exerce ação supressora do ACTH. Com doses menores do que 7,5mg de prednisona/dia a grande maioria dos pacientes mantém o eixo HPA responsivo. 


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Identificação de substância que causa degradação em Cloridrato de Doxorrubicina

Os experimentos utilizaram o antineoplásico Cloridrato de Doxorrubicina, empregado no tratamento do câncer

Um medicamento, mesmo dentro do prazo de validade, pode formar produtos de degradação tóxicos para os seres humanos. Na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, pesquisadores desenvolvem métodos para identificar e quantificar os produtos de degradação, assim como os fatores que contribuem com seu processo de formação. Com esses estudos, as indústrias poderão fazer modificações na composição, embalagem e transporte dos medicamentos para evitar o aparecimento de compostos nocivos à saúde.



Os experimentos utilizaram o antineoplásico Cloridrato de Doxorrubicina, empregado no tratamento do câncer. “Como o fármaco é injetável, caso haja qualquer produto de degradação, este estará 100% biodisponível na circulação do paciente”, conta a pesquisadora Mariah Ultramari, que realizou os testes. “O medicamento foi exposto à luz e ao calor, submetido à hidrólise ácida e básica e a processos de oxidação, para verificar quais os possíveis produtos que podem se formar durante sua vida útil”.

A pesquisa já identificou quatro possíveis produtos de degradação presentes no medicamento. “Até o momento foram realizados testes qualitativos, sem medir as quantidades de cada produto”, diz Mariah. “Também é preciso realizar avaliações específicas de toxicidade”. Quanto aos fatores que levam a degradação, foram identificados preliminarmente a ação da luz, o meio básico (pH superior a 7) e o oxidativo”.

Uma vez identificadas as vias da formação dos produtos de degradação, é possível fazer modificações nos medicamentos. “Um fármaco muito sensível a luz pode ter sua embalagem trocada por um modelo menos transparente, ou no caso de um comprimido, por exemplo, pode ter seu revestimento alterado”, diz a pesquisadora. “Se há problemas de oxidação, um antioxidante pode ser incluído como excipiente, ou seja, toda substância que faz parte do medicamento sem ser seu princípio ativo”, ressalta o professor Ernani Pinto, da FCF, que coordena a pesquisa.

Testes
“Todo medicamento sofre degradação, por isso sempre é estipulado um prazo de validade pelas indústrias farmacêuticas. Ao longo desse período, alguns fármacos formam produtos de degradação que podem ser tóxicos e comprometer sua segurança”, aponta o professor. Fatores como transporte e armazenamento podem favorecer a degradação. “No exterior, há algum tempo, já são exigidos estes testes para identificar esses produtos. No Brasil, este tema é muito recente e ainda não foi publicada uma regulamentação específica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que está em fase de elaboração, sem data para ser divulgada”.

A pesquisa com o Cloridrato de Doxorrubicina, que faz parte do doutorado de Mariah, irá detalhar a identificação e quantificação dos produtos de degradação mais importantes do fármaco. Os estudos de degradação forçada (também chamados de estudos de estresse) servirão para desenvolver um método indicativo de estabilidade que servirá especificamente para encontrar produtos de degradação em medicamentos.

“Atualmente, todas as indústrias realizam estudos de estabilidade para estipular o prazo de validade de seus medicamentos”, conta a pesquisadora. ”O método seria aplicado em amostras originárias desses estudos, para descobrir se há produtos de degradação, em que quantidade se encontram e se estão dentro dos limites a serem estabelecidos pela Anvisa”. Conforme a dosagem, a presença dos produtos deverá ser notificada (em caso de baixas concentrações), suas moléculas ativas identificadas (concentrações médias) e a toxicidade demonstrada (concentrações mais altas dosagens).

De acordo com o professor da FCF, embora a Anvisa ainda não tenha publicado nenhuma resolução específica sobre produtos de degradação, ela já exige testes para novos medicamentos, como forma de preparar as indústrias para a aplicação da norma. “Este é um grande desafio para os fabricantes nacionais, pois a identificação exige equipamentos sofisticados, de custo elevado, que só existem na academia”, afirma. “Por isso, as empresas tem procurado as universidades para desenvolver essa metodologia”.

Fonte: www.cfmv.org.br

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Hemograma e diagnóstico


Hemograma completo

Contagem de hemácias e índices hematimétricos
Este teste, também chamado de contagem de eritrócitos, é parte de uma contagem completa de sangue. É também usado para detectar a quantidade de hemácias em um microlitro (milímetro cúbico) de sangue total. Os índices hematimétricos fornecem importantes informações sobre o tamanho, concentração de hemoglobina e peso da hemoglobina de uma hemácia média.
Objetivos
•Fornecer dados para o cálculo do volume corpuscular médio e da hemoglobina corpuscular média, que revelam o tamanho da hemácia e o conteúdo de hemoglobina.
•Dar suporte a outros testes hematológicos para o diagnóstico ou monitoração de anemia ou policitemia.
•Auxiliar no diagnóstico e classificação das anemias.
Preparação do paciente
Jejum de 4 horas.
Valores de referência
Método: automatizado com eventual estudo morfológico em esfregaços corados.
Os valores normais de hemácias variam, dependendo do tipo de amostra e da idade e sexo do paciente, da seguinte maneira:
Homens adultos: 4,6 a 6,2 milhões de hemácias/ml de sangue venoso
Mulheres adultas: 4,2 a 5,4 milhões de hemácias/ml de sangue venoso
Crianças: 3,8 a 5,5 milhões de hemácias/ml de sangue venoso
Bebês a termo: 4,4 a 5,8 milhões de hemácias/ml de sangue capilar ao nascimento, diminuindo para 3,8 milhões de hemácias/ml na idade de 2 meses, e aumentando lentamente daí em diante.
Os índices hematimétricos testados incluem volume corpuscular médio (VCM), hemoglobina corpuscular média (HCM) e concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM).
VCM: 84 a 99mm3.
HCM: 26 a 32 pg.
CHCM: 31 a 36 g/dl.
Achados anormais
Uma contagem elevada de hemácias pode indicar policitemia absoluta ou relativa. Uma contagem deprimida de hemácias pode indicar anemia, sobrecarga de líquido ou hemorragia além de 24 horas. Teste adicionais, como, por exemplo, exame de célula colorida, hematócritos, hemoglobina, índices hematimétricos e estudos de glóbulos brancos são necessários para confirmar o diagnóstico.
Baixos VCM e CHCM indicam anemias microcíticas hipocrômicas causadas por anemia por deficiência de ferro, anemia sideroblástica ou talassemia. Um VCM alto sugere anemias macrocíticas causadas por anemias megaloblásticas, devido à deficiência de ácido fólico ou vitamina B12, desordens congênitas de DNA ou reticulocitose. Em razão do VCM refletir volume médio de muitas células, um valor dentro da faixa normal pode ocorrer em pacientes cujo tamanho de glóbulos vermelhos varia, e inclui células microcíticas e macrocíticas.
Hemoglobina Total
Este teste é usado para medir a quantidade de hemoglobina (Hb) encontrada em um decilitro (100 ml) de sangue total. Usualmente ele é parte de um hemograma completo.
A concentração de hemoglobina correlaciona-se estreitamente com a contagem de hemácias.
Objetivos
•Medir a gravidade de anemia ou policitemia e monitorar a resposta à terapia.
•Obter dados para o cálculo da hemoglobina corpuscular média e concentração de hemoglobina corpuscular média.
Valores de referência
Método: automatizado
As concentrações de Hb variam, dependendo do tipo de amostra retirada (amostras de sangue capilar para bebês e amostras de sangue venoso para todos os demais) e da idade e sexo do paciente, da seguinte maneira:
Recém-nascidos: 14 a 20 g/dl
1 semana de idade: 15 a 23 g/dl
6 meses de idade: 11 a 14 g/dl
Crianças de 6 meses a 18 anos: 12 a 16 g/dl
Homens: 14 a 18 g/dl
Mulheres: 12 a 16 g/dl.
Achados anormais
Baixas concentrações de Hb podem indicar anemia, hemorragia recente ou retenção de líquido causando hemodiluição.
Hb elevada sugere hemoconcentração originária de policitemia ou desidratação.
Hematócrito
O exame de hematócrito (Ht) pode ser efetuado separadamente ou como parte de um hemograma completo. Ele mede a porcentagem por volume de hemácias contidas em uma amostra de sangue total – por exemplo, 40% de Ht indica 40 ml de hemácias contidas em uma amostra de 100ml. Essa concentração é obtida centrifugando-se o sangue total anti-coagulado em um tubo capilar, de forma que as hemácias sejam firmemente concentradas sem hemólise.
Objetivos
•Auxiliar no diagnóstico de policitemia, anemia ou estados anormais de hidratação.
•Auxiliar no cálculo de dois índices de hemácias: VCM e CHCM
Valores de referência
Método: automatizado.
O Ht é normalmente medido eletronicamente. Os resultados são até 3% mais baixos do que as medições manuais, que aprisionam o plasma na coluna de hemácias concentradas. Os valores de referência variam dependendo do tipo de amostra, do laboratório que estiver efetuando o teste e do sexo e idade do paciente, como segue:
Recém-nascidos: 42% a 60% de Ht
1 semana de idade: 47% a 65% de Ht
6 meses de idade: 33% a 39% de Ht
Crianças de 6 meses a 18 anos: 35% a 45% de Ht
Homens: 42% a 54% de Ht
Mulheres: 36% a 46% de Ht.
Achados anormais
Um Ht baixo sugere anemia, hemodiluição ou uma perda maciça de sangue. Um Ht alto indica policitemia ou hemoconcentração devido à perda sangüínea ou desidratação.
Contagem de Leucócitos
Uma contagem de glóbulos brancos, também chamada de contagem de leucócitos, é parte de uma contagem completa de sangue. Ela indica a quantidade de leucócitos em um microlitro (milímetro cúbico) de sangue total. As contagens de leucócitos podem variar até em 2.000, em qualquer dia em particular, em função de exercício desgastante, tensão ou digestão. A contagem de leucócitos pode aumentar ou diminuir significativamente em determinadas doenças, porém é diagnosticamente útil somente quando o diferencial de glóbulos brancos e o estado clínico do paciente são levados em consideração.
Objetivos
•Determinar infecção ou inflamação.
•Determinar a necessidade de testes adicionais, como, por exemplo, o diferencial de leucócitos ou a biópsia de medula óssea.
•Monitorar a resposta à quimioterapia, radioterapia ou outros tipos de terapia.
Valores de referência
Método: automatizado, com eventual estudo morfológico em esfregaços corados.
A contagem de leucócitos varia de 4.000 a 10.000/ml.
Achados anormais
Uma contagem elevada de leucócitos (leucocitose) com freqüência assinala uma infecção, como, por exemplo, um abscesso, meningite, apendicite ou amigdalite. Uma contagem alta de leucócitos pode também resultar de leucemia e necrose tecidual devido à queimaduras, infarto do miocárdio ou gangrena.
Uma contagem diminuída de leucócitos (leucopenia) indica depressão da medula óssea, que pode resultar de infecções virais ou de reações tóxicas, como, por exemplo, as que acompanham o tratamento com antineoplásicos, ingestão de mercúrio ou outros metais pesados, ou exposição ao benzeno ou arsênicos. A leucopenia caracteristicamente acompanha influenza, febre tifóide, sarampo, hepatite infecciosa, mononucleose e rubéola.
Diferencial de Leucócitos
O diferencial de leucócitos é usado para avaliar a distribuição e morfologia dos glóbulos brancos, fornecendo informação mais específica sobre o sistema imune do paciente do que a contagem de leucócitos isoladamente.
Os glóbulos brancos são classificados de acordo com os cinco tipos principais – neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos – sendo determinada a porcentagem de cada tipo. A contagem diferencial é o valor percentual de cada tipo de glóbulo branco no sangue. O número absoluto de cada tipo de glóbulo branco é obtido por meio da multiplicação do valor percentual de cada tipo pela contagem total de glóbulos brancos.
Os altos níveis desses glóbulos brancos estão associados com diversas respostas imunes e anormalidades. Algumas vezes é solicitada uma contagem de eosinófilos como um teste de acompanhamento, quando é relatado um nível elevado ou deprimido de eosinófilos.
Objetivos
•Avaliar a capacidade para resistir e superar infecções.
•Detectar e identificar diversos tipos de leucemia.
•Determinar o estágio e gravidade de uma infecção.
•Detectar reações alérgicas.
•Avaliar a gravidade de reações alérgicas (contagem de eosinófilos).
•Detectar infecções parasíticas.
•Servir de suporte para o diagnóstico de outras doenças.
Valores de referência
Método: automatizado, com eventual estudo morfológico em esfregaços corados.
De forma a assegurar um diagnóstico preciso, os resultados de testes diferenciais devem ser interpretados em relação à contagem de glóbulos brancos totais (4.000 a 10.000/ml). Para adultos, os valores absolutos e porcentagens normais incluem o seguinte:
Basófilos: 0 a 200/ml; 0 a 2%
Eosinófilos: 40 a 500/ml; 1 a 5%
Linfócitos: 880 a 4.000/ml; 22 a 40%
Monócitos: 120 a 1.000/ml; 3 a 10%
Neutrófilos: 1.800 a 7.500/ml; 45 a 75%.
Para crianças, os valores absolutos e porcentagens normais podem diferir. As porcentagens são as seguintes:
Basófilos: 0 a 2%
Eosinófilos: 1 a 5%
Linfócitos: 45 a 75%
Monócitos: 3 a 10%
Neutrófilos: 22 a 40%.
Achados anormais
Os padrões diferenciais anormais fornecem evidência para uma ampla faixa de estados de doença e outras condições.
Contagem de Plaquetas
As plaquetas ou trombócitos, promovem a coagulação, ou seja, a formação de um coágulo hemostático em locais de comprometimento vascular.
A contagem de plaquetas é o mais importante teste de rastreamento da função plaquetária. As contagens precisas são vitais.
Objetivos
• Avaliar a produção ou utilização de plaquetas.
• Avaliar os efeitos da quimioterapia ou radioterapia na produção de plaquetas.
• Diagnosticar ou monitorar trombocitose ou trombocitopenia.
• Confirmar uma estimativa visual da quantidade e morfologia da plaqueta a partir de um filme sangüíneo colorido.
Valores de referência
Método: automatizado, com eventual estudo morfológico com esfregaços corados.
As contagens normais de plaquetas variam entre 130.000 a 370.000/ml.
Achados anormais
Uma contagem diminuída de plaquetas (trombocitopenia) pode resultar de medula óssea aplástica ou hipoplástica; uma doença infiltrativa de medula óssea, como, por exemplo, carcinoma ou leucemia; hipoplasia megacariocítica; trombopoiese infecciosa proveniente de deficiência de ácido fólico ou vitamina B12; acúmulo de plaquetas em um baço aumentado; destruição aumentada de plaquetas devido à drogas ou desordens imunes; coagulação intravascular disseminada; síndrome de Bernard-Soulier; ou lesões mecânicas às plaquetas.
Uma contagem aumentada de plaquetas (trombocitose) pode resultar de hemorragias, desordens infecciosas; câncer; anemia por deficiência de ferro; cirurgia recente, gravidez, ou esplenectomia e desordens inflamatórias. Em tais casos, a contagem de plaquetas retorna ao normal após o paciente recuperar-se da desordem primária. Todavia, a contagem permanece elevada em trombocitemia primária, mielofibrose com metaplasia mielóide, policitemia vera e leucemia mielóide crônica. Em tais desordens, as plaquetas podem estar disfuncionais, resultando em sangramento.
Exames correlatos (ao hemograma completo)
VHS, reticulócitos, mielograma, etc.